O uso das redes sociais públicas como ambiente de negócios

Com o boom das redes sociais no Brasil, alguns pensaram, inicialmente, que as novas mídias tinham finalidade apenas para o uso pessoal. Desse modo, profissionais de TI logo deram um jeito de bloquear o acesso dos meios dentro das companhias, motivados a inibir a possível queda de produtividade dos funcionários.

Passado um tempo, esse cenário mudou. Pesquisas mostram que as empresas que permitem a seus funcionários usarem as redes sociais são, em média, 9% mais produtivas do que as que não permitem.

A princípio, o Orkut abriu larga vantagem como rede social mais popular do Brasil. A rede, que conta com mais de 29 milhões de usuários no país, ainda alcança altos números de acessos. Os usuários entram no Orkut pelo menos uma vez por dia e gastam mais de quatro horas visitando 585 páginas – em média – por mês. Já o Facebook carrega números mais modestos. O acesso de seus 9 milhões de usuários brasileiros ocorre em média a cada cinco dias e alcança o time on site de 30 minutos mensais, com 55 páginas sendo abertas por cada único visitante.

A diferença entre essas duas redes é que o Facebook está em fase de franco crescimento no país e aponta números maiores a cada mês. Mas a concorrência não fica por aí. Segundo a comScore, o Twitter tem o Brasil como a maior penetração no mundo, alcançando quase 9 milhões de usuários que representam mais de 23% dos brasileiros conectados. Essa “competição” entre novas redes sociais gera uma rápida demanda de atualizações e aperfeiçoamentos de cada rede pública na web.

Com o aprimoramento dos sistemas e o desenvolvimento de novas ferramentas, começa a surgir uma convergência da utilização dessas redes sociais públicas para um âmbito profissional. Isso faz com que a aplicação da tecnologia da informação – que antes tinha como conceito coibir o uso das redes – se direcione para uma atuação lado a lado com as novas mídias.

A questão é que os processos de marketing e de publicidade das empresas foram diretamente afetados por essa nova tendência, mas as ferramentas próprias das redes ainda não são suficientemente ricas para o uso profissional. Com isso, o setor de TI deve trazer novas soluções inteligentes que permitam a análise e o monitoramento desses novos meios com mais precisão.

Outra interessante maneira de usar as redes sociais profissionalmente é como plataforma de conteúdo acessível. Por exemplo, a empresa possui uma intranet – canal interno – que só é usada para posts de conteúdos oficiais. Porém, a intranet pode usar o YouTube como plataforma de vídeos para seu media center, ou mesmo usar o Twitter para promoções de endomarketing.

Isso gera uma humanização das companhias, onde funcionários passam a sentir vontade de explorar os segmentos da web 2.0 sem preocupar seus supervisores e gerentes quanto à sua produção, pois o uso também será profissional.

A parte boa dessa evolução é o espaço aberto para empresas de middleware. O uso profissional das redes requer o desenvolvimento de novas aplicações e interfaces que interajam harmonicamente com os sistemas. Desse modo, temos uma lacuna no mercado a ser preenchida com certa urgência, o que com certeza gera investimentos no setor.

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Tecnologia da Informação &bull  14 de dezembro de 2010

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